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Será apreciada a empreitada de construção da Escola Secundária de Cascais, com a 9.ª, 10.ª e 11.ª revisão de preços provisória.
A empreitada da nova Escola Secundária de Cascais, conhecida como «POLI», substitui uma escola inaugurada em maio de 1975 que funcionou em instalações provisórias durante mais de 40 anos. Em 2019, a Câmara chegou a acordo com o Ministério da Educação para assumir a construção, e a obra arrancou em 2023 nos terrenos adjacentes às antigas instalações. O projeto prevê 1.320 alunos, 44 salas, biblioteca, auditório e pavilhão polidesportivo. A obra está dividida em duas fases: a primeira abrange a maior parte dos edifícios, e a segunda o pavilhão desportivo e a zona exterior.
As revisões de preços são um mecanismo previsto na contratação pública de empreitadas. Permitem atualizar o valor do contrato quando os custos de materiais e de mão de obra variam ao longo da execução. Chamam-se «provisórias» porque são calculadas com base em índices que ainda não são definitivos, pelo que podem vir a ser ajustadas. Isto ajuda a explicar a derrapagem financeira: a obra foi orçada em cerca de 28 milhões de euros no arranque, e o investimento municipal global ultrapassa agora os 32 milhões de euros, com cofinanciamento do PRR. A abertura estava prevista para 2025, mas a escola já funciona no ano letivo 2026/2027.
Em termos de evolução recente, a escola foi inaugurada em setembro de 2026 com a presença do primeiro-ministro e do Presidente da República. A segunda fase prevê a demolição das antigas instalações, a construção do novo pavilhão desportivo e a conclusão dos arranjos exteriores, até ao final de 2027. O tema tem importância pública porque envolve dinheiros municipais e fundos europeus. Os custos da inauguração, de cerca de 175 mil euros, geraram polémica.