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A Avenida Marginal (EN6) liga Lisboa a Cascais e faz parte da rede rodoviária nacional. A gestão cabe à Infraestruturas de Portugal (IP), com exceção do troço final, entre o Estoril e a vila de Cascais, que é gerido pela Câmara de Cascais. Desde 2025, o limite de velocidade é de 50 km/h em toda a extensão da via. Esse limite assenta apenas na sinalização, por isso o cumprimento depende dos condutores e da fiscalização. Existem alguns radares, mas o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, aponta que são só dois ou três.
Em agosto de 2026, a Associação de Moradores do Bairro Almirante Nunes da Mata lançou um abaixo-assinado. Os moradores falam em «vários acidentes mortais», excesso de velocidade e corridas ilegais, e exigem mais fiscalização policial e multas mais altas. Pedem também a instalação e ativação de radares e de outros mecanismos automáticos de controlo da velocidade e das infrações. Queixas semelhantes surgem em Oeiras: já em outubro de 2025 havia reclamações sobre ruído e corridas ilegais de motas à quinta-feira e ao sábado à noite.
Quanto à competência, a Câmara aprovou em reunião de 6 de outubro a transferência de troços. A Câmara confirma que a transferência abrange a Marginal, a EN6-7 e a EN240. Segundo o ECO, o troço entre Carcavelos e São João do Estoril deverá ter separador central e radares de velocidade já em 2027. A medida foi levada à Assembleia Municipal de 29 de outubro. O presidente da Câmara admitiu também a hipótese de portagens, embora sem decisão de avançar nesta fase. Os residentes no concelho não teriam de pagar.