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O projeto de videovigilância de Cascais prevê a instalação de 444 câmaras no espaço público. A Câmara obteve autorização do Tribunal de Contas para o fazer, num investimento de 12,5 milhões de euros. Os locais foram escolhidos pela PSP e pela GNR, com base no histórico de ocorrências, nos índices criminais, na concentração de multidões e nos circuitos de passagem. O acesso às imagens fica restrito às forças e serviços de segurança. A monitorização será feita no Centro de Controlo e Segurança Municipal, que está a ser construído junto ao novo polo universitário de Tires.
Em termos legais, a utilização de videovigilância pelas forças de segurança é regulada pela Lei n.º 95/2021, de 29 de dezembro. Esta lei regula a utilização e o acesso das forças e serviços de segurança, e da Proteção Civil, a sistemas de videovigilância para captação, gravação e tratamento de imagem e som. A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) emite pareceres sobre estes sistemas. Em 2021, a CNPD considerou que a proposta de lei do Governo violava o princípio da proporcionalidade. Isto explica a sensibilidade do tema e a frequência com que a CNPD é citada em notícias sobre videovigilância. Na base de dados de pareceres da CNPD há também um parecer de 2022 sobre o sistema de videovigilância do Palácio da Cidadela de Cascais, a utilizar pela PSP.
Quanto à execução, o presidente da Câmara anunciou em maio de 2026 que as primeiras câmaras seriam instaladas no paredão de Cascais e que o sistema estaria completo até ao final do ano. Em 22 de outubro de 2026, a Câmara assinou com a GNR um protocolo para gerir o sistema na freguesia de Alcabideche, onde serão instaladas 37 câmaras. O tema interessa aos cidadãos porque junta segurança pública, gastos municipais e proteção da privacidade.