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A Avenida Marginal (EN6) liga Lisboa a Cascais e tem limite de velocidade de 50 km/h. É considerada uma das vias mais perigosas do país, e os residentes relatam corridas ilegais de carros e motas quase todas as noites. A gestão da estrada e o seu policiamento envolvem várias entidades. Entre elas estão os municípios de Lisboa, Oeiras e Cascais, a Infraestruturas de Portugal, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e a PSP. A associação Evoluir Oeiras defende uma estratégia conjunta dessas entidades para toda a Avenida Marginal.
A pressão cívica aumentou no verão de 2026. A Associação de Moradores do Bairro Almirante Nunes da Mata (AMBA) lançou um abaixo-assinado que reunia mais de 1.700 assinaturas passadas duas semanas. Pede reforço da fiscalização policial e radares de controlo de velocidade, e sugere «multas pesadas». Já em julho, a União de Freguesias de Algés, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada/Dafundo pedia radares e coimas para quem ultrapasse os limites. Houve também notícias sobre a hipótese de baixar o limite de velocidade para 30 km/h num troço de cerca de 805 metros.
Quanto às respostas públicas, o presidente da Câmara de Cascais, Nuno Piteira Lopes, apontou para 2027 a instalação de radares e de um separador central na Marginal, entre Carcavelos e São João do Estoril. Segundo a informação divulgada, a medida não abrange toda a extensão da Marginal e não identifica os pontos dos radares ou do separador. A concretização depende da gestão da estrada. O tema é relevante para a segurança rodoviária, o ruído e a qualidade de vida dos moradores.
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