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4.ª adenda ao contrato de gestão delegada AMTRES-Tratolixo, para o tratamento e valorização de resíduos sólidos, discutida em conjunto com o ponto 10.
Questões principais:
O contrato de gestão delegada entre a AMTRES (Associação de Municípios de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra para o Tratamento de Resíduos Sólidos) e a Tratolixo já teve várias adendas. A AMTRES concessiona à Tratolixo a gestão e exploração da central de tratamento e do aterro. A Tratolixo gere e explora o Sistema de Gestão de Resíduos Urbanos dos quatro concelhos. A 3.ª adenda foi aprovada pela Assembleia Municipal de Cascais em outubro de 2021, por maioria. Também outras assembleias municipais tiveram de votar a 4.ª adenda. Em Mafra, por exemplo, constava da ordem de trabalhos a autorização e aprovação do reforço do compromisso plurianual. As tarifas cobradas aos municípios («em alta») são reguladas pela ERSAR, a entidade reguladora dos serviços de águas e resíduos.
O contexto mais urgente é a capacidade do aterro sanitário da Abrunheira, em Mafra. O aterro serve Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra, ultrapassou os 90% de ocupação em fevereiro e deverá esgotar-se no primeiro trimestre de 2027. Em setembro de 2026, a Assembleia Municipal de Mafra chumbou a proposta de ampliação do aterro. Se tivesse sido aprovada, aumentaria a capacidade de depósito em um milhão de toneladas até 2030.
Sem alternativa, a Tratolixo admite a exportação de resíduos. Esta poderia custar cerca de 40 milhões de euros por ano, com tratamento na Flandres ou na Alemanha. Em abril, ainda não tinha sido identificado o local do novo aterro. Um estudo independente identificou nove locais possíveis, cinco em Sintra e quatro em Mafra. Por isso, os custos do sistema, as metas de reciclagem e a solução para o destino final dos resíduos pesam na despesa futura dos municípios e nas taxas pagas pelos munícipes.