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O Serviço de Finanças de Carcavelos, também chamado Repartição de Finanças 2, pertence à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT). É um serviço da administração central, e não municipal. A falta de recursos humanos na AT tem levado ao encerramento, temporário ou definitivo, de repartições em vários pontos do país. O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos aponta o défice de pessoal como a principal causa. Em Oeiras, por exemplo, as repartições de Algés e Oeiras 1 já encerraram, e o atendimento ficou concentrado em Paço de Arcos.
Em janeiro de 2026, o Presidente da Câmara de Cascais, Nuno Piteira Lopes, exigiu ao ministro das Finanças que revertesse a decisão da AT. Considerou que o encerramento «não é descentralização, é um retrocesso no acesso aos serviços públicos». A autarquia chegou a oferecer um espaço municipal e disse estar disponível para colaborar com o Governo e com a AT. Chegou também a propor suportar custos, se fosse essa a razão do encerramento.
A questão importa porque os moradores da União das Freguesias de Carcavelos e Parede e de São Domingos de Rana teriam de se deslocar aos serviços de Cascais ou de Oeiras para a maioria dos atendimentos presenciais. O Presidente da Câmara sublinhou que se trata de uma população envelhecida, com muitos residentes estrangeiros que não dominam o português. O concelho tem cerca de 215 mil habitantes e ficaria com uma única repartição, em vez de duas. Segundo uma notícia de fevereiro, não tinha sido anunciada uma decisão definitiva que revertesse o encerramento.