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A nova Escola Secundária de Cascais foi inaugurada a 21 de setembro de 2026, após mais de cinco décadas em instalações provisórias. Tem capacidade para 1.320 alunos e representa um investimento global superior a 32 milhões de euros, com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A escola original começou a funcionar em 1975 em instalações pré-fabricadas, pensadas para cerca de 650 alunos. Em 2019, a Câmara chegou a acordo com o Ministério da Educação para assumir a construção da nova escola, e a empreitada arrancou em 2023. Cerca de 24 milhões de euros do investimento vieram do PRR. A segunda fase da obra inclui a demolição das antigas instalações, um novo pavilhão desportivo e os arranjos exteriores. O pavilhão deverá estar concluído até ao final de 2027.
A polémica surgiu depois de o Observador noticiar que a Câmara utilizou 175 mil euros do PRR em dois eventos de inauguração, um deles com a presença do primeiro-ministro e do Presidente da República. A organização foi adjudicada por concurso público à Vertente Versátil, que apresentou a proposta mais baixa entre três concorrentes: 142.693,45 euros sem IVA, ou 175.512,94 euros com IVA. Os serviços incluíam DJ, atuação musical, coreógrafo, ecrãs gigantes, decoração e uma passarela. A Câmara justificou os eventos com o guia de comunicação e informação para projetos financiados pelo PRR. Um dos eventos foi um «open day» a 5 de setembro, dirigido à comunidade escolar.
O tema é relevante porque envolve a utilização de fundos europeus e a fronteira entre a divulgação obrigatória de projetos cofinanciados e despesa considerada excessiva. Também levanta a questão da neutralidade do Estado laico em cerimónias oficiais. O vereador independente João Maria Jonet considerou o caso um reflexo de uma cultura de despesismo do executivo PSD/CDS.